Monday, January 13, 2014

FIBROMIALGIA TEM CURA?

Para responder a esta pergunta, nada melhor do que o relato de uma paciente-guerreira!


"Em meados de 2008, fui a um reumatologista por causa das dores que sentia e o diagnóstico foi fibromialgia. Me neguei a aceitar, afinal, todos os portadores do problema que, até então, eu conhecia eram uns chatos! Saí de lá e toquei em frente, cheia de dores, uma torção aqui, outra contusão acolá...
Em 2010, por indicação de uma amiga médica, consultei o dr. João Rizzo, da Clinica de Dor do Hospital Moinhos de Vento. O resultado se repetiu: fibromialgia! Aí, expliquei a ele meus motivos para não aceitar o diagnóstico, mas fui convencida, com provas irrefutáveis, a aceitar a dura realidade. (Pelo menos pra mim, naquele momento, era!)
Os primeiros seis meses foram de tentativas “lisérgicas”, eu diria, de acertar o medicamento, e eu já pensava: putz, estou começando a ficar chata como todo o paciente fibromiálgico! Mas aí acabamos encontrando (dr. Rizzo e eu) o remédio e a ajuda imediata da equipe que iríamos formar: acupuntura com a querida drª Rosangela Biegler (e já conto, pra quem quiser saber: ela é uma máquina letal, me fez desmaiar na primeira sessão, mas eu adoro e recomendo, ajuda e muito!) A partir daí, fui melhorando e ficando tão bem que pedi a indicação de um endocrinologista, entrando em cena a drª Mirela Jobin Azevedo. Comecei a fazer o controle de peso – medindo 1,68 cm de altura, estava com cerca de 94 quilos. Leve-se em conta que todo e qualquer medicamento que fosse receitado era muito bem controlado para não haver complicações medicamentosas. 
Eu estava emagrecendo e as dores sendo controladas, mas eu sentia que faltavam mais algumas coisas para resolver. Achei, então, que era hora de buscar a ajuda de um psiquiatra, surgindo a figura do dr. Sérgio Meyer, que foi a mão na roda para .......

O EMPURRÃO FINAL!

Mesmo com a cabeça entrando em ordem, a gradual perda de peso e a melhora da autoestima, eu queria mais. Procurei o dr. Rizzo para ver se podia fazer musculação, ele achou que eu não estava pronta. Passaram-se alguns meses, pedi de novo, aí consegui a indicação do personal trainner Leandro Dias. Foi quando minha vida deu a volta!
Estava completa minha SUPEREQUIPE DA CURA!
Hoje, faço atividades físicas praticamente seis vezes por semana, divididas entre bike indoor, pilates, além de, pelo menos uma, quando não duas vezes por semana, pedalar na rua, na cidade ou na estrada em torno de 30/45 km. Não consigo imaginar ficar parada: parar é igual a dor! Já não vejo tanto quanto antes os médicos da minha SUPEREQUIPE DA CURA, com quem mais convivo é o personal Leandro, mas eles seguem sendo meus heróis favoritos e acabaram virando meus amigos!
O fato é que não existe mágica para vencer a  fibromialgia. Como em todo tipo de “enfermidade”, é preciso haver a participação efetiva do paciente. Descobri que é necessário aceitar, enfrentar e abraçar a causa para poder vencer! As dores e a fibromialgia continuam no meu corpo, mas depende de mim impedir que vençam e se apoderem de mim.
Eu escolhi levantar e pedalar, pedalar contra as minhas dores!"

Josie Allem 2013

1 comment:

  1. Cuidado com a grafia das palavras: 1) seção= divisão, repartição, departamento ; 2) sessão= tempo de duração de alguma coisa, ex. sessão de acupuntura, sessão de cinema; 3) cessão= ato de ceder.

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