Seguem 5 recomendações de importantes sociedades médicas americanas (American Society of Anesthesiologists e American Pain Society) em benefício das melhores práticas no diagnóstico e tratamento da dor aguda ou crônica:
Top 5 Pain Interventions to Avoid
Em outubro de 2013, a American Society of Anesthesiologists (ASA) publicou sua primeira lista relativa às boas práticas em anestesiologia. Estas incluem uma lista de recomendações relacionadas à gestão em dor. A American Pain Society (APS), também aprovou esta lista em relação à medicina da dor.
"Como líderes em segurança do paciente, os médicos anestesiologistas desejam que os testes diagnósticos e tratamentos mais eficazes para nossos pacientes sejam usados de forma racional", disse a presidente da ASA Jane CK Fitch, MD, em um comunicado à imprensa. " A ASA assumiu a liderança na melhoria da segurança do paciente relacionado à anestesiologia e medicina da dor. Esta lista pode ter um impacto positivo e significativo sobre o atendimento ao paciente com dor."
A nova lista inclui as seguintes recomendações para os médicos:
1. Não prescrever analgésicos opióides como terapia de primeira linha para o tratamento da dor crônica não oncológica. Considere a terapia multimodal, incluindo tratamentos não medicamentosos, como terapias comportamentais e físicas, antes da intervenção farmacológica. Se a terapia farmacologica parecer indicada, tente medicamentos não opióides, como drogas anti-inflamatórias não esteróides ou drogas neuromoduladoras, antes de iniciar os opióides.
2. Não prescrever analgésicos opióides como terapia de longo prazo no tratamento da dor crônica não oncológica até que os riscos sejam considerados e discutidos com os pacientes. Informar os pacientes sobre os riscos de tais tratamentos, incluindo o potencial para o vício. Assinar um Termo de Responsabilidade por escrito, onde deve constar os riscos e cuidados na guarda e administração bem como as consequências do não cumprimento do Termo. Seja cauteloso ao prescrever opióides e benzodiazepínicos. Proativamente avaliar e tratar, se indicado, os efeitos adversos quase universais como constipação e baixos níveis de testosterona ou estrógeno.
3. Evite exames de imagem, como ressonância magnética, tomografia computadorizada ou radiografias, para a dor lombar aguda sem indicações específicas. Evite estes exames para lombalgia nas primeiras 6 semanas após o inicio da dor, se não houver indicações específicas clínicas (exemplo: história de câncer com possíveis metástases, aneurisma da aorta, déficit neurológico progressivo).
4. Não use sedação intravenosa (propofol, midazolam ou infusão continua de opioides de curta ação) para bloqueios diagnósticos como uma prática padrão. (Esta recomendação não se aplica a pacientes pediátricos.) O ideal é que os procedimentos diagnósticos sejam realizados somente com anestesia local. Sedação endovenosa pode ser usada após a avaliação e discussão dos riscos, incluindo a interferência com a avaliação dos efeitos no alívio da dor do procedimento e do potencial de respostas falso-positivas.
5. Evite intervenções irreversíveis para dores crônicas não oncológicas tais como bloqueios neurolíticos periféricos ou ablação por radiofreqüência periférica. Essas intervenções podem ser caras e apresentam riscos significativos a longo prazo como fraqueza, dormência ou aumento da dor.
O artigo na íntegra pode ser lido no link abaixo:
http://www.medscape.com/viewarticle/819517?nlid=45943_1362&src=wnl_edit_medn_emed&uac=131267HT&spon=45

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