Monday, February 3, 2014

Wednesday, January 29, 2014

CINCO CONDUTAS QUE DEVEMOS EVITAR NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA DOR...


Seguem 5 recomendações de importantes sociedades médicas americanas (American Society of Anesthesiologists e American Pain Society) em benefício das melhores práticas no diagnóstico e tratamento da dor aguda ou crônica:





Top 5 Pain Interventions to Avoid




Em outubro de 2013, a American Society of Anesthesiologists (ASA) publicou sua primeira lista relativa às boas práticas em anestesiologia. Estas incluem uma lista de recomendações relacionadas à gestão em dor. A American Pain Society (APS), também aprovou esta lista em relação à medicina da dor.

"Como líderes em segurança do paciente, os médicos  anestesiologistas desejam que os testes diagnósticos e tratamentos mais eficazes para nossos pacientes sejam usados ​​de forma racional", disse a presidente da ASA Jane CK Fitch, MD, em um comunicado à imprensa. " A ASA assumiu a liderança na melhoria da segurança do paciente relacionado à anestesiologia e medicina da dor. Esta lista pode ter um impacto positivo e significativo sobre o atendimento ao paciente com dor."

A nova lista inclui as seguintes recomendações para os médicos:

1. Não prescrever analgésicos opióides como terapia de primeira linha para o tratamento da dor crônica não oncológica. Considere a terapia multimodal, incluindo tratamentos não medicamentosos, como terapias comportamentais e físicas, antes da intervenção farmacológica. Se a terapia farmacologica parecer indicada, tente medicamentos não opióides, como drogas  anti-inflamatórias não esteróides ou drogas neuromoduladoras, antes de iniciar os opióides.

2. Não prescrever analgésicos opióides como terapia de longo prazo no tratamento da dor crônica não oncológica até que os riscos sejam considerados e discutidos com os pacientes. Informar os pacientes sobre os riscos de tais tratamentos, incluindo o potencial para o vício. Assinar um Termo de Responsabilidade por escrito, onde deve constar os riscos e cuidados na guarda e administração bem como as consequências do não cumprimento do Termo. Seja cauteloso ao prescrever opióides e benzodiazepínicos. Proativamente avaliar e tratar, se indicado, os efeitos adversos quase universais como constipação e baixos níveis de testosterona ou estrógeno.

3. Evite exames de imagem, como ressonância magnética, tomografia computadorizada ou radiografias, para a dor lombar aguda sem indicações específicas. Evite estes exames para lombalgia nas primeiras 6 semanas após o inicio da dor, se não houver indicações específicas clínicas (exemplo: história de câncer com possíveis metástases, aneurisma da aorta, déficit neurológico progressivo).

4. Não use sedação intravenosa (propofol, midazolam ou infusão continua de opioides de curta ação) para bloqueios diagnósticos como uma prática padrão. (Esta recomendação não se aplica a pacientes pediátricos.) O ideal é que os procedimentos diagnósticos sejam realizados somente com anestesia local. Sedação endovenosa pode ser usada após a avaliação e discussão dos riscos, incluindo a interferência com a avaliação dos efeitos no alívio da dor do procedimento e do potencial de respostas falso-positivas.

5. Evite intervenções irreversíveis para dores crônicas não oncológicas tais como bloqueios neurolíticos periféricos ou ablação por radiofreqüência periférica. Essas intervenções podem ser caras e apresentam riscos significativos a longo prazo como fraqueza, dormência ou aumento da dor.


O artigo na íntegra pode ser lido no link abaixo:


http://www.medscape.com/viewarticle/819517?nlid=45943_1362&src=wnl_edit_medn_emed&uac=131267HT&spon=45

Colaboração:

Vinicius Carraro do Nascimento, M.D. Radiology Registrar

Sir Charles Gairdner Hospital WA - Australia 

http://www.scgh.health.wa.gov.au


Monday, January 13, 2014

FIBROMIALGIA TEM CURA?

Para responder a esta pergunta, nada melhor do que o relato de uma paciente-guerreira!


"Em meados de 2008, fui a um reumatologista por causa das dores que sentia e o diagnóstico foi fibromialgia. Me neguei a aceitar, afinal, todos os portadores do problema que, até então, eu conhecia eram uns chatos! Saí de lá e toquei em frente, cheia de dores, uma torção aqui, outra contusão acolá...
Em 2010, por indicação de uma amiga médica, consultei o dr. João Rizzo, da Clinica de Dor do Hospital Moinhos de Vento. O resultado se repetiu: fibromialgia! Aí, expliquei a ele meus motivos para não aceitar o diagnóstico, mas fui convencida, com provas irrefutáveis, a aceitar a dura realidade. (Pelo menos pra mim, naquele momento, era!)
Os primeiros seis meses foram de tentativas “lisérgicas”, eu diria, de acertar o medicamento, e eu já pensava: putz, estou começando a ficar chata como todo o paciente fibromiálgico! Mas aí acabamos encontrando (dr. Rizzo e eu) o remédio e a ajuda imediata da equipe que iríamos formar: acupuntura com a querida drª Rosangela Biegler (e já conto, pra quem quiser saber: ela é uma máquina letal, me fez desmaiar na primeira sessão, mas eu adoro e recomendo, ajuda e muito!) A partir daí, fui melhorando e ficando tão bem que pedi a indicação de um endocrinologista, entrando em cena a drª Mirela Jobin Azevedo. Comecei a fazer o controle de peso – medindo 1,68 cm de altura, estava com cerca de 94 quilos. Leve-se em conta que todo e qualquer medicamento que fosse receitado era muito bem controlado para não haver complicações medicamentosas. 
Eu estava emagrecendo e as dores sendo controladas, mas eu sentia que faltavam mais algumas coisas para resolver. Achei, então, que era hora de buscar a ajuda de um psiquiatra, surgindo a figura do dr. Sérgio Meyer, que foi a mão na roda para .......

O EMPURRÃO FINAL!

Mesmo com a cabeça entrando em ordem, a gradual perda de peso e a melhora da autoestima, eu queria mais. Procurei o dr. Rizzo para ver se podia fazer musculação, ele achou que eu não estava pronta. Passaram-se alguns meses, pedi de novo, aí consegui a indicação do personal trainner Leandro Dias. Foi quando minha vida deu a volta!
Estava completa minha SUPEREQUIPE DA CURA!
Hoje, faço atividades físicas praticamente seis vezes por semana, divididas entre bike indoor, pilates, além de, pelo menos uma, quando não duas vezes por semana, pedalar na rua, na cidade ou na estrada em torno de 30/45 km. Não consigo imaginar ficar parada: parar é igual a dor! Já não vejo tanto quanto antes os médicos da minha SUPEREQUIPE DA CURA, com quem mais convivo é o personal Leandro, mas eles seguem sendo meus heróis favoritos e acabaram virando meus amigos!
O fato é que não existe mágica para vencer a  fibromialgia. Como em todo tipo de “enfermidade”, é preciso haver a participação efetiva do paciente. Descobri que é necessário aceitar, enfrentar e abraçar a causa para poder vencer! As dores e a fibromialgia continuam no meu corpo, mas depende de mim impedir que vençam e se apoderem de mim.
Eu escolhi levantar e pedalar, pedalar contra as minhas dores!"

Josie Allem 2013

Friday, January 10, 2014

TERAPIA MENTE-CORPO NO TRATAMENTO DA DOR CRÔNICA

Objetivo

Este artigo explora o papel da mente na experiência dolorosa e descreve como técnicas mente-corpo podem ser utilizadas no tratamento da dor crônica.

Discussão

A mente, as emoções e a atenção desempenham um papel importante na experiência dolorosa. Em pacientes com dor crônica, estresse, medo e depressão podem amplificar a percepção da dor. Abordagens mente-corpo agem alterando o estado mental ou emocional de uma pessoa ou utilizando o movimento físico para treinar a atenção ou produzir relaxamento mental. Essas são técnicas usadas ocasionalmente como um  tratamento único porém mais comumente como adjuvante no tratamento multimodal. Tais abordagens incluem relaxamento muscular progressivo, meditação, riso, mindfulness, hipnose, imaginação guiada, ioga, biofeedback e terapia cognitivo-comportamental. Estudos têm demonstrado que a abordagem mente-corpo pode ser eficaz em várias condições associadas à dor crônica, no entanto, os níveis de evidência variam. Cursos destinados a terapia em grupo, guiadas por profissionais da saúde podem resultar em efeitos mais benéficos comparados à terapia individual. Os clínicos gerais encontram-se
bem posicionados para recomendar ou aprender tais técnicas, bem como fornecer uma gama de abordagens mente-corpo para melhorar os resultados daqueles pacientes com dor crônica.

Segue Link com o artigo na íntegra:





Colaboração:
Vinicius Carraro do Nascimento, M.D. 
Radiology Registrar
Sir Charles Gairdner Hospital 
WA - Australia 


Tuesday, January 7, 2014

Os Riscos da Simples Tarefa de Cortar a Grama...


       Durante o verão muitos proprietarios de imóveis no litoral passam a fazer atividades de reparo residencial que não estão habituados. Pela dificuldade em encontrar um profissional disponível ou mesmo para economizar, muitas vezes a tarefa de cortar grama é realizada pelo dono da casa, e frequentemente com crianças ao redor. 

       O manuseio sem o devido cuidado das máquinas de cortar grama leva a mais de 55 mil lesões por ano nos Estados Unidos da América e, embora não se tenha uma estatística oficial no Brasil, a ocorrência deve ser semelhante. Um número significante destes casos resulta em perda dos dedos ou de parte do pé e aproximadamente 75 pessoas morrem por ano em decorrência destas lesões naquele país.

       Especialmente trágicos são os casos de expectadores inocentes, frequentemente crianças, machucados ou mortos observando alguém “dirigindo” uma máquina de cortar grama. Os expectadores são lesados por pedras ou outros objetos transformados em verdadeiros mísseis disparados pela máquina. A velocidade da hélice de uma máquina de cortar grama alcança aproximadamente 371 Km/h e é capaz de projetar um objeto a uma velocidade de 160 Km/h. Para se ter uma idéia do risco potencial, a lâmina desta máquina com velocidade máxima, tem duas vezes a força de um tiro de Magnum 44.


       Existem fatores de risco para a ocorrência destes acidentes: a maioria das ocorrências dá-se em terrenos irregulares (especialmente nas descidas), quando a grama esta úmida ou quando a iluminação é deficiente (no entardecer) e, quase sempre, com “trabalhadores” inexperientes (mais de 80% das lesões envolvem cortadores de grama casuais de fim-de-semana). Uma em cada seis lesões por máquina de cortar grama resulta em amputação ou fratura e como estas lesões ocorrem em um meio altamente contaminado, as infecções são frequentes.

       Observando os dados apresentados anteriormente, vê-se que a simples tarefa de cortar grama deve ser precedida de uma serie de cuidados para assegurar a saúde do cortador e de um possível expectador:


1. Leia o manual de instruções e observe as precauções recomendadas pelo fabricante.
2. Antes de operar o equipamento, familiarize-se com ele e tenha certeza que ele esteja funcionando corretamente.
3. Remova do terreno objetos como pedras (projéteis em potencial), tenha especial cuidado com terrenos irregulares (principalmente descidas) e nunca corte a grama quando esta estiver úmida.
4. Não permita que outras pessoas, particularmente crianças, permaneçam no local enquanto estiver operando a máquina.
5. Nunca permita que crianças operem estas máquinas!
6. Nunca opere estas máquinas com os pés descalços.
7. Sempre use óculos, luvas de proteção e botas para cortar grama. 



Dr. José Antônio Veiga Sanhudo

Médico Ortopedista Especialista em Clínica e Cirurgia do Pé e Tornozelo 

Clínica de Dor do Hospital Moinhos de Vento

Este é um Blog criado com a  intenção única de divulgar atualizações sobre DOR, assim como as consequências na vida das pessoas que padecem deste tormento!

Apresentaremos a opinião dos profissionais que fazem o dia-a-dia da Clínica, bem como convidados/parceiros na luta contra a DOR.

Artigos, dicas, novidades, relatos de casos enfim, algo que nossos pacientes, familiares e amigos possam aproveitar como fator educacional e de conforto.

Comentarios e críticas serão bem-vindos, contudo, este não será um forum de discussões! Não nos comprometeremos com uma tarefa que demanda respostas a curto prazo, uma vez que não dispomos tempo suficiente para tanto!

Clinica de Dor do Hospital Moinhos de Vento:

Dr. Ericson Sfreddo - Neurocirurgião
Dra. Eleonora Estrela da Silva - Reumatologista
Dr. João Marcos Rizzo - Anestesiologista
Dra. Lorena Caleffi - Psiquiatra
Dr. Luciano Machado de Oliveira - Anestesiologista
Dr. Marcos Bicca da Silveira - Anestesiologista
Dra. Monia Di Lara Dias - Anestesiologista
Dra. Viviane Teixeira - Anestesiologista

Um Feliz 2014 a todos!!!